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Violência contra yanomamis: Câmara instala comissão para acompanhar denúncias

Por LivreTV Notícias em 10/05/2022 às 16:48:33
Grupo vai acompanhar diligências da Câmara e do Senado na comunidade de Aracaçá, em Roraima, onde PF investiga denúncia de crimes supostamente cometidos por garimpeiros. A Câmara dos Deputados instalou nesta terça-feira (10) uma comissão externa criada na semana passada para acompanhar as denúncias de violações de direitos contra indígenas na Terra Yanomami.

A comissão terá 13 membros e será coordenada pela única parlamentar indígena do Congresso, a deputada Joenia Wapichana (Rede-RR).

O Congresso decidiu acompanhar o assunto após relatos de que uma menina yanomami, de 12 anos, teria morrido após ter sido estuprada por garimpeiros na comunidade de Aracaçá, em Roraima.

A denúncia foi feita pelo presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena Yanomami e Ye'kwana (Condisi-YY), Júnior Hekurari Yanomami, que relatou ainda a morte na região de uma outra criança, de 3 anos, devido à ação de garimpeiros.

Na sexta (6), a Polícia Federal afirmou que as investigações, ainda não concluídas, não encontraram indícios dos supostos crimes.

PF fala sobre denúncia de estupro e morte de adolescente ianomâmi

O delegado Daniel Ramos avaliou, em conversa com jornalistas, que a denúncia pode ter sido originada por um “conflito de narrativas”. A PF aguarda laudo de cinzas coletadas na cabana encontrada queimada no local para saber se há algum material biológico.

Relatos de violações

As primeiras ações do grupo serão focadas no acompanhamento da denúncia e da investigação feita pelas autoridades locais. Mas, de acordo com deputada Joenia Wapichana, a comissão também deve levantar os “relatos contínuos” de violações de direitos humanos contra os yanomamis.

“Existe violência na área yanomami e não somente neste caso da menina que pode ter sido estuprada. Todos esses casos em Roraima merecem ser averiguados”, disse.

As comissões de Direitos Humanos do Senado e da Câmara estarão na comunidade Aracaçá nestas quarta (11) e quinta (12). O objetivo é acompanhar o trabalho de investigação e conversar com lideranças indígenas.

Segundo a coordenadora, além de reuniões semanais, a comissão deve ouvir autoridades e especialistas para fazer um diagnóstico da situação vivenciada pelos yanomamis, além de avaliar as ações do Poder Executivo para a defesa dos indígenas.

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